quarta-feira, 30 de junho de 2010

Constância


"Mesmo distante de teus irmãos, podes trabalhar junto com eles nos planos sutis." 
Trigueirinho

"Incluso estando distante de tus hermanos, puedes trabajar junto con ellos en los planos sutiles."
Trigueirinho
 
" Even when you are far apart from your brothers and sisters, you can work together with them on the subtle planes." 
Trigueirinho

"Même loin de tes frères, tu peux travailler avec eux dans les plans subtils."
Trigueirinho

"Selbst fern von deinen Geschwistern kannst du gemeinsam mit ihnen auf der subtilen Ebene arbeiten." 
Trigueirinho

"EÄ malproksime de viaj fratoj, vi povas labori kun ili en la subtilaj niveloj." 
Trigueirinho

sábado, 22 de maio de 2010

Oração de um Índio Sioux

Grande Espírito, cuja voz ouço cantar, cujo alento
vivifica o mundo todo, escuta-me!
Eu venho em frente a Ti, como
um dos teus inúmeros filhos.
Olha-me! Necessito da Tua força e sabedoria.
Permita-me caminhar olhando
a beleza da natureza,
permita que as minhas mãos honrem sempre as Tuas obras e que meus ouvidos escutem a Tua voz.

Faz de mim um sábio, para compreender aquilo que Tu mostraste ao meu povo:
O ensinamento que Tu escondeste
em cada folha e pedra.
Quero ser forte, não para ser
superior ao meu irmão,
mas para vencer o meu maior inimigo:
Eu mesmo.
Faz com que eu esteja pronto para chegar
à Tua presença com as mãos limpas,
olhos puros, para que a minha alma,
quando se for, como o sol que se põe,
possa chegar a ti sem envergonhar-se.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

OS TIPOS DE ENERGIA LIMPA EXISTENTES


São cinco os principais tipos de energia limpa – aquela que não libera (ou libera poucos) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo.

Saiba, a seguir, um pouco mais sobre essas fontes energéticas:

1. SOLAR:

A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.

2. EÓLICA:
O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotavel de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).

3. DAS MARÉS:

As águas do mar movimentam uma tur bina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para exploracão comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na producão.
PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.
CONTRAS: a diferenca de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; producão irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.

4. BIOGÁS:
Transformacão de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.

5. BIOCOMBUSTÍVEIS:
Geracão de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de ma mona e cana-de-acúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricacão absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
CONTRA: producão da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos.

Fontes:
Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina;
Leda Lorenzo Montero, ecologista, e
Ricardo Dutra, engenheiro do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)

quarta-feira, 31 de março de 2010

O HOMEM E A MULHER

de Vitor Hugo


O homem é a mais elevada das criaturas, a mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono, para a mulher, um altar.

O trono exalta, o altar sacrifica.

O homem é o cérebro, a mulher, o coração.

O cérebro fabrica a luz, o coração produz o amor.

A luz fecunda, o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão, a mulher é invencível pelas lágrimas.

A razão convence, as lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos, a mulher é capaz de todos os martírios.

O heroísmo enobrece, o martírio sublimiza.

O homem tem a supremacia, a mulher, a preferência.

A supremacia significa a força, a preferência representa o direito.

O homem é um gênio, a mulher, um anjo.

O gênio é imensurável, o anjo é indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória. A aspiração da mulher é a virtude extrema.

A glória tudo engrandece, a virtude tudo diviniza.

O homem é um código, a mulher, um evangelho.

O código corrige, o evangelho aperfeiçoa.

O homem pensa, a mulher sonha.

Pensar é ter no crânio uma larva, sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano, a mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que adorna, o lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa, a mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo, a mulher é o sacrário.

Ante o templo nos descobrimos, ante o sacrário nos ajoelhamos.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra, a mulher, onde começa o céu…

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pré-requesitos para a Canalização

"Para receber instruções internas é necessário silêncio."
Trigueirinho

"Com serenidade reconhecerás a colaboração interna de que dispões."
Trigueirinho

sábado, 2 de janeiro de 2010

O Árduo Caminho para a Ascensão


"A parte material e humana de teu Ser a princípio luta com a que busca a vida interior."
Trigueirinho

"Avança, sem pensar no passado nem no futuro."
Trigueirinho

 "É preciso crescer sempre em gratidão, entrega e humildade para o ego não se insuflar."
Trigueirinho

 "Podes alinhar-te com realidades superiores ou receber baixas emanações dos planos mais densos. A escolha é tua."
Trigueirinho

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Guerreiro da Luz


Todo Guerreiro da Luz já foi derrotado.

Todo Guerreiro da Luz já ficou com medo de entrar em combate.

Todo Guerreiro da Luz já traiu e mentiu no passado.

Todo Guerreiro da Luz um dia já perdeu a fé no futuro.

Todo Guerreiro da Luz já trilhou um caminho que não era dele.

Todo Guerreiro da Luz já sofreu por bobagens.

Todo Guerreiro da Luz já falhou em suas obrigações espirituais.

Todo Guerreiro da Luz já disse sim quando queria dizer não.

Todo Guerreiro da Luz já feriu alguém que amava.

Todo Guerreiro da Luz já achou que não era Guerreiro da Luz.

Por isso é um Guerreiro da Luz;
porque passou por estes desafios e não perdeu a esperança de ser Melhor

(autoria desconhecida)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


"Um vício é produto de um hábito. Renuncia aos hábitos e não serás vulnerável a vícios."
Trigueirinho

"À medida que te elevares, cada vez menos terás junto a ti os que sugam a energia criadora."
Trigueirinho

"Prossegue, pois foste chamado e escutaste."
Trigueirinho

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ATITUDES QUE DRENAM ENERGIAS

(Desconheço o Autor)

1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

domingo, 1 de novembro de 2009

Verde, que te quero verde


Por: Wanderlino Arruda

De luz,
muita luz,
Deus fez os céus, o verde e o azul.

De intensa luz,
infinitas luzes,
Deus criou o róseo,
o lilás, o índigo,
muito de aurora e crepúsculo.

Branco,
branquinho sem sombra,
vermelho, bege, amarelo,
ouro novo, ouro velho,
surgiram da madrugada azul
em início de clarear sem nuvens.

De favos do mel celeste,
ganhamos cobalto, cinza, goiaba,
muito de topázio e laranja.
Do hálito de uma manhã-neblina
fruímos quarenta tons de verde:
verde musgo, verde espiga, verde mar,
limão verde, verde cana,
ondas verdes de mares que Minas não tem.

Mil verdes de mil florestas,
Azuis de mil montanhas,
verdes de prados verdejantes
como apreciava o Salmista.

Azuis e verdes,
verdes iluminados de azuis:
safiras, esmeraldas, turquesas,
doce olhar de brilho verde
em mil sentimentos de amor!

Veja mais em:
http://www.wanderlino.com/espiritismo.com/LinksEspiritas
http://www.linksespiritas.hpg.ig.com.br/
http://brazilianpoems.blogspot.com/
http://www.love2.blogger.com.br/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novo Livro de Sonia Hirsch

AMIGA COZINHA
crônicas e receitas
176 páginas ilustradas
18 x 24 cm 240 g
R$33,00
ISBN 978-85-86331-15-2
ilustrações Celina Gusmão
capa Cristina Tati

Sobre o Livro:

Cozinhar proporciona a quem cozinha um tempo de profunda consciência e atenção a um fazer delicado, que exige sensibilidade. Água, fogo e tempo têm que ser bem dosados. As mãos são precisas e lúdicas no corte. O olhar comanda e observa os mais mínimos detalhes. O olfato trabalha como nunca, percebe pelo cheiro quando a alcachofra está bem cozida, o arroz chegou ao ponto, a compota de maçã ficou pronta. E um sexto sentido entra em ação na hora de escolher temperos. É como dançar, tocar um instrumento, escrever um poema, pintar um quadro. Pode ser meditação. Pode ser arte.

O lançamento acontece amanhã.
Veja as data e locais e tenha o prazer de conhecer Sônia Hirsch pessoalmente!

São Paulo
22 outubro 2009 5a feira 19:30 hs
Dia Mundial da Alimentação - Sesc Consolação - Rua dr Vila Nova - 8o andar

Campinas
23 outubro 2009 6a feira 19 hs
Fnac - Shopping d. Pedro

Rio de Janeiro
29 outubro 2009 3a feira 19 hs Livraria Travessa Leblon Shopping Leblon 2o Piso

Mais sobre o livro:
Até algum tempo atrás, os trabalhos sobre alimentação sempre eram tratados como obras técnicas, cheias de tabelas de nutrientes e notas de rodapé repletas de informações científicas. A grande contribuição de Sonia Hirsch foi a mudança de perspectiva. Em vez de tratar a alimentação exclusivamente como uma questão de saúde, coloca em primeiro plano a relação entre comida, prazer e criatividade.
Pela primeira vez o foco saiu da dieta e incidiu sobre gente de carne e osso e suas complicadas motivações.
A linguagem coloquial, o toque afetivo e a ênfase nas situações do cotidiano fazem a diferença. Não é por acaso que a CorreCotia ostenta um catálogo de 16 títulos, com mais de 300 mil exemplares vendidos. Alguns títulos já chegaram à 14ª edição, coisa rara no Brasil. Sonia não corresponde ao estereótipo acadêmico da especialista, sendo muito mais a divulgadora capaz de fazer com que o conhecimento técnico especializado se torne acessível a todos.
Independente, autodidata, competente como administradora, franca e assertiva, essa jornalista-escritora construiu seu próprio nicho profissional e, graças ao estiloúnico, vem ajudando milhares de leitores a refletir sobre alimentação adequada equalidade de vida.
Fernando Fernandes

Um pouco do livro:


Esta receita de sopa é tradicional no Oriente por fortalecer os rins e as glândulas adrenais, ou suprarrenais - aquelas responsáveis por nos dar condições de reagir em situações de stress. O inverno é o grande momento de dar atenção aos rins. Quem sente muito frio pode estar demonstrando fragilidade nessa área. A sopa de feijão-preto, além de ser deliciosa, aquece o corpo e seu efeito dura vários dias. Pode ser repetida uma vez por semana, mas não deve ser guardada na geladeira: a recomendação é tomá-la à vontade, mas num dia só.
1 xícara de feijão-preto1 cebola média picada
1/2 colher (café) de sal
1/2 colher (café) de cúrcuma em pó
1/2 colher (café) de gengibre em pó
1/2 colher (café) de cominho em pó
1/2 colher (café) de pimenta-do-reino em pó
1 colher (café) de sementes de funcho
Deixar o feijão de molho na véspera, trocando a água. Llevar ao fogo e descartar a água da primeira fervura. Cozinhar em panela meio tampada durante 2 ou 3 horas, juntando água se necessário. Acrescentar os temperos quando o feijão estiver macio, refogando em azeite ou direto na água. Servir com salsa e cebolinha picadas, ou coentro, e pronto. Tomar o quanto quiser no mesmo dia, se possível mantendo a sopa quente em banho-maria; não guardar a sobra.


Investir em boas panelas é o tipo da coisa que vale a pena. Além de durarem a vida inteira, ainda podem ficar de herança. Panela que foi de mãe vira pessoa da família.
As melhores panelas que conheço são de pedra-sabão, feitas em Minas. Há de todos os tamanhos e formas. As mais sofisticadas têm um aro de cobre em volta e alças que facilitam o manejo. Como a pedra-sabão é porosa, as panelas precisam de cura antes de usar. Muito fácil. Basta passar óleo de cozinha por fora e por dentro, encher de água e colocar no forno baixo durante uma hora e meia. A tampa também é untada. Repetir o processo no dia seguinte e pronto, eis uma nova atração na cozinha.
Tenho várias. Uma delas, enorme, há quase trinta anos. A tampa já perdeu pedaços, mas na hora de um almoço grande dá-se um jeito e ela vai, linda, à mesa. Foi das primeiras que comprei quando comecei a cozinhar, fazendo as receitas simples que caracterizam a macrobiótica. Pouca água, pouco óleo, pouco sal. O sabor de cada alimento preservado e realçado pelo cozimento brando. A panela de pedra é a única em que você pode, por exemplo, refogar cebolas até elas ficarem realmente transparentes e macias, porque é grossa por igual, no fundo e nos lados, e o calor envolve perfeitamente a comida.
As panelas de pedra menores tocam o arroz e o feijão de cada dia, as cenouras cozidas sem água, as folhas verdes perfeitamente refogadas. Economizam gás, já que continuam cozinhando depois que se desliga o fogo. Uma chapa de pedra serve para fazer peixe, carnes, cogumelos. Alô, cozinheiras(os) distraídas(os): na pedra, a comida raramente queima.
Se são práticas? Bem, mais ou menos. Pesam. Não podem ir do fogão para o mármore porque racham. Nem ser lavadas com detergente, só mesmo esponja e sabão de coco. Mas isso não é nada perto do conforto que dão quando estão de serviço. O tempo é outro, mais calmo. Claro que panelas de aço inox são mais práticas e também duram a vida e a herança. O mercado está cheio delas. São grossas no fundo e também dos lados? Ótimo, pois as que têm só o fundo grosso e as laterais finas não fazem a cozinheira feliz.
Na sequência das panelas brasileiras vêm agora as de barro queimado do Espírito Santo e da Bahia, rainhas e princesas de moquecas e ensopados, de carnes cozidas longamente. Boas e frágeis, não tão grossas quanto as de pedra e mais delicadas também no trato, pois quebram com facilidade.
As de ferro? Mais trabalhosas. Numa cozinha a lenha autêntica, trabalham todo dia e quase não dá tempo de enferrujar. Mas na cozinha moderna, a manutenção é chatinha – lavar, secar ao fogo, untar com óleo. O ferro muitas vezes muda o sabor e a cor da comida. Duram e ficam de herança, o perigo é irem parar no meio do jardim cheias de dinheiro-em-penca dentro. Já as europeias de ferro esmaltado são outra coisa. Nada a ver com as nossas levezas de ágata. Grossonas, pesadonas, confiáveis, fáceis de manter, cores lindas e uma infinidade de formatos. As tampas não deixam escapar vapor. Não racham e o esmalte dificilmente gasta ou estoura. Mas custam uma pequena fortuna, por isso tenho uma só, que chamo de A Bonitona. Ela merece.
As de alumínio têm um problema sério: soltam partículas que vão se acumular na medula óssea e produzir uma intoxicação com poder de afetar o cérebro e maltratar todos os sistemas do corpo.
E as antiaderentes? Sem dúvida as piores, sinto muito. O revestimento é radiativo e libera um tipo de gás que chega a matar passarinhos. A indústria que patenteou essa invenção está sofrendo milhares de processos sob a acusação de não prevenir o público quanto aos riscos do uso constante.
Tsc, tsc, tsc. Diante de certas modernidades, nada como voltar à idade da pedra.


Que os portugueses descobriram o Brasil, não é novidade. Mas foi do outro lado do mundo, nos mares gelados do hemisfério norte, que fizeram sua descoberta essencial: o bacalhau. Peixe grande, de carne firme, que depois de salgado e seco aguentava meses de viagem sem estragar e sem perder o sabor. Talvez tenha sido o segredo das grandes navegações, já que fornecia nutrição de primeira e prazer inenarrável aos marujos do reino. Regado com o azeite que já produziam há séculos, mais umas batatas cozidas e um ovo duro por cima, o bacalhau virou tradição culinária tipicamente portuguesa e prato valorizado em toda a cozinha internacional.
Foi na Islândia e na Noruega que começaram a secar o bacalhau para levar em viagens, ainda no século 9. Os vikings comiam bacalhau. Mas sem sal. Sem azeite. Provavelmente sem ovo duro. Ou seja, praticamente não era bacalhau.
Cem anos depois, na Espanha, os bascos inventaram de salgá-lo antes de secar. Isso lhes deu chance de expandir um comércio muito lucrativo, proveitoso também para os pobres, já que o bacalhau era abundante, durava muito e custava pouco. Portugal, ali ao lado, apenas tornou divino o que já era perfeito. Hoje a maior parte da produção vem da Noruega, e o peixe está ameaçado de extinção. Pesca-se menos para preservar a espécie. E o preço, naturalmente, sobe.
O melhor bacalhau seco e salgado é o Porto, Portinho ou Codinho. Cor de palha, lombo alto e a carne se desmancha em lascas. Tão bom quanto ele é o Legítimo Porto, de carne mais clara e delicadamente fibrosa. Aí vêm o Saithe, de carne escura, fibrosa e sabor mais pronunciado, o Ling, com carne clara, sabor suave e boa consistência, e Zarbo, o mais barato, geralmente menor e mais magro. Junto ao tipo vem a classificação Imperial, Universal ou Popular. De novo, Imperial é o melhor.
Mas qualquer bacalhau fica gostoso quando bem preparado. Para isso, a primeira regra é tirar bem o sal debaixo da torneira e deixar 48 horas de molho em água fria, sempre que possível renovada. Se estiver calor, na geladeira. Se der vontade, terminar com três horas de molho no vinho branco.A segunda regra é usar um bom azeite, qualquer que seja a receita. Pode fazer simplesmente toda a diferença, porque na verdade é ele que vai penetrar na carne e deixá-la macia.
Minha receita básica de bacalhau é: tirar o sal durante 48 horas, remover pele e espinhas. Cortar ou separar em pedações, colocar no fundo de uma panela grossa e regar com azeite extravirgem. Espalhar por cima rodelas de batata cozida em proporção igual à de bacalhau. Cortar em gomos bastante cebola e refogar com azeite em panela grossa, lentamente, até obter pétalas transparentes. Temperar com alho, sal, pimenta-do-reino, sementes de cominho e de coentro em pó. Colocar na panela sobre as batatas. Cortar em pedaços tomates tipo caqui, mais para verdes, sem pele, em volume semelhante ao das cebolas, e colocar crus sobre elas. Para completar, azeitonas pretas grandes, quartos de ovos cozidos, salsa e cebolinha por cima. Nova rega de azeite, e a panela fica ali, fria, tampada, esperando sua hora. Que acontece quando todo mundo já chegou: basta aquecer a mistura até o azeite começar a borbulhar.
Não aferventa o bacalhau? Não, para evitar que fique seco.
E os acompanhamentos? Brócolis, é claro, ou agrião refogado com seus talos, e painço, aquele cereal redondo, amarelinho, em vez de arroz.
Mas para o verão recomendo a salada de bacalhau, que pode ser feita até com as laterais magras do mais baratinho. De molho 48 horas, depois limpar, cortar em bocados pequenos ou soltar em lascas, colocar numa vasilha de louça com tampa. Misturar bastante alho picado (2 cabeças médias para um quilo de bacalhau) e cobrir com azeite extravirgem. Deixar curtindo na geladeira por no mínimo 24 horas, mas dura uma semana ou mais.
Servir frio e, sim, cru, com pão, azeitonas, cebola, rúcula, aipo, tomate, pimenta-do-reino, alcaparras, vinho, um bom papo – e as bênçãos portuguesas, com certeza!